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domingo, 1 de janeiro de 2012

Theatro Municipal

                                                              
     
      Em 1894, o autor teatral Arthur Azevedo lançou uma campanha para que um teatro fosse construído para ser sede de uma companhia municipal, a ser criada nos moldes da Comédie Française. Mas a campanha resultou apenas em uma Lei Municipal, que determinou a construção do Theatro Municipal. A lei, no entanto, não foi cumprida, apesar da existência de uma taxa para financiar a obra. A arrecadação desse novo imposto nunca foi utilizada para a construção do Theatro.
       Somente em 1903, o prefeito Pereira Passos, nomeado pelo presidente Rodrigues Alves, retomou a idéia e, a 15 de outubro de 1903, lançou um edital com um concurso para a apresentação de projetos para a construção do Theatro Municipal.
        Encerrado o prazo do concurso, em março de 1904, foram recebidos sete projetos. Os dois primeiros colocados ficaram empatados: o “Áquila”, pseudônimo do engenheiro Francisco de Oliveira Passos, e o “Isadora”, pseudônimo do arquiteto francês Albert Guilbert, vice-presidente da Associação dos Arquitetos Franceses.
                Como decisão final resolveu-se pela fusão dos dois projetos pois, na verdade, os dois projetos ganhadores correspondiam a uma mesma tipologia.
                   Finalmente, quatro anos e meio mais tarde – um tempo recorde para a obra, no dia 14 de julho de 1909 foi inaugurado pelo presidente Nilo Peçanha o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que tinha capacidade para 1.739 espectadores. Serzedelo Correa era o prefeito da cidade.Posteriormente, com algumas modificações, chegou-se ao número atual de 2.361 lugares.
     
  

Praça Mauá


                                                                 

     Porta de entrada da cidade até a popularização do transporte aéreo, testemunha do nascimento do samba, silencioso destino dos monges beneditinos que construíram a principal igreja barroca da cidade, anfitriã dos fãs da Era do Rádio. A Praça Mauá é uma síntese histórica da mistura carioca....

sábado, 5 de novembro de 2011

Praça XV e Arredores.

                                                                     Paço Imperial

       Elevada à condição de capital da Colônia Brasileira em 1763, a cidade do Rio de Janeiro, outrora Sebastianópolis, se desenvolveu entorno do porto da Praça XV. Esta, por sua vez, nascida como Largo do Polé, mais tarde seria chamada de Largo do Paço e, em tempos de República, Praça XV de Novembro.
       Foi naquele fervilhante espaço de convívio social, onde se misturavam homens do mar, comerciantes, homens livres e escravos, que a vida da urbe tropical pulsava.
       Através dos vários lugares de memória da praça e do seu entorno que conheceremos fatos importantes, episódios pitorescos, contos e encantos que nos revelarão o quão rica é a história da nossa cidade maravilhosa.
       Integrados à paisagem urbana, encontraremos o antigo Cais Pharoux, as estátuas de D. João VI e João Cândido, o Chafariz do Mestre Valentim, o Paço Imperial e o prédio da Alerj (antiga Casa da Cadeia). Continuando o nosso passeio, percorreremos a antiga Rua Direita (atual 1º de Março). Nela encontraremos o velho prédio do Convento do Carmo, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (sede da antiga Sé) e outras. Ao passarmos pelo Arco do Teles, caminhando pela Travessa do comércio, observando o casario antigo, chegaremos à Rua do Ouvidor.
       Por fim, perceberemos o encontro entre o passado e o presente na beleza suntuosa das arquiteturas do Centro Cultural Banco do Brasil, do Centro Cultural dos Correios e da Casa França Brasil, que juntos contemplam a majestosa Igreja da Candelária.



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Morro da Providência

                                               Morro da Providência

Considerada oficialmente a primeira favela do Rio de Janeiro, o Morro da Providência, 
 que fica na área central da cidade , foi batizado no final do século XIX  como Morro da Favela, 
daí também a origem do nome (substantivo) que se espalhou depois por outras comunidades carentes do Rio de Janeiro e do Brasil.
       Os primeiros moradores do Morro da Favela eram ex-combatentes da Guerra de Canudos e se fixaram no local por volta de 1897. Cerca de 10 mil soldados foram para o Rio com a promessa do Governo de ganhar casas na então capital federal. Como os entraves políticos e burocráticos atrasaram a construção dos alojamentos, os ex-combatentes passaram a ocupar provisoriamente as encostas do morro - e por lá acabaram ficando...

Morro da Conceição



                                  
                                                         Casarios típicos da região
   
Situado no Centro do Rio de Janeiro, Praça Mauá, o local é conhecido pelo seu clima bucólico, tranquilo, e pelas rodas de samba que ocorrem na Pedra do Sal.
      Em 1624 foi construída no morro uma capela em devoção a Nossa Senhora da Conceição. A partir daí o morro passou a ser chamado de Morro da Conceição. No seus arredores, os frades capuchinhos construíram sua residência que, em 1706, foi ampliada  e transformada no Palácio Episcopal.
     Os ataques franceses à cidade, em 1711, levaram à construção, no Morro da Conceição, de uma fortaleza e, a partir dessa época, surgiu o arruamento do morro.
       Uma região que proporciona aos frequentadores, uma viagem à memória do RJ.